Febre no bebê: o que fazer (e o que não fazer)
Como medir certo, quando dar antitérmico e os sinais que pedem avaliação imediata.
Febre é, na maioria das vezes, apenas o corpo reagindo a uma infecção — um sinal de que o sistema imunológico está trabalhando, não uma doença em si. Mas a forma de agir muda muito dependendo da idade do bebê, e é isso que mais confunde os pais.
O que conta como febre
Considera-se febre a temperatura retal igual ou acima de 38°C. Termômetros de testa ou ouvido são práticos no dia a dia, mas, em bebês pequenos, a medição retal é a mais confiável quando a decisão é importante.
A idade muda tudo
- Menos de 3 meses: febre nessa faixa é sempre motivo para avaliação no mesmo dia, mesmo que o bebê pareça "bem disposto". O sistema imunológico ainda é imaturo e infecções podem evoluir rápido.
- 3 a 6 meses: febre acompanhada de recusa alimentar, sonolência excessiva ou irritabilidade que não melhora merece avaliação em poucas horas.
- Acima de 6 meses: se o bebê mama, brinca em momentos de melhora e reage bem ao antitérmico, geralmente dá para observar em casa por 24 a 48h, com atenção aos sinais de alerta.
O que fazer em casa
- Manter roupas leves — agasalhar demais só aumenta a temperatura corporal.
- Oferecer líquidos com frequência (leite materno, fórmula ou água, conforme a idade).
- Usar antitérmico (paracetamol ou dipirona, conforme peso e orientação médica prévia) se a febre estiver incomodando, não apenas para "zerar" o número no termômetro.
- Evitar banho gelado ou álcool no corpo — não baixa a febre de forma segura e pode causar mal-estar.
Sinais de alerta — não esperar
Vale reforçar: o número exato no termômetro importa menos do que o comportamento do bebê. Uma febre de 38,5°C num bebê que mama bem e sorri entre os picos é diferente de uma febre de 38°C num bebê apático — e é esse conjunto que orienta a conduta.
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